A transformação digital das empresas não acontece necessariamente a partir da substituição completa das tecnologias que sustentam suas operações.
Em organizações com décadas de história, aplicações corporativas carregam muito mais do que código. Elas concentram processos, regras de negócio e conhecimento construído ao longo dos anos elementos que continuam sendo importantes para a continuidade da operação.
Foi a partir dessa perspectiva que o Grupo Solar apresentou sua jornada de modernização durante a INTERON Global Conference 2026, realizada em São Paulo.
Convidada para compartilhar sua experiência, a Solar apresentou seu case de modernização ao lado da INTERON, mostrando como a evolução tecnológica pode criar novas possibilidades para aplicações existentes sem exigir a reescrita da lógica de negócio que sustenta a operação.
Da continuidade à evolução
O Grupo Solar reúne diferentes operações e possui seis décadas de história. Com o crescimento do negócio e a necessidade de acompanhar a evolução tecnológica, surgiu o desafio de modernizar sua infraestrutura mantendo a continuidade dos sistemas críticos.
Entre os objetivos estava a migração do ambiente HP-UX para uma arquitetura x86, buscando maior escalabilidade e longevidade tecnológica.
Ao mesmo tempo, a empresa precisava evoluir sua camada de dados e ampliar a integração com outras tecnologias, sem transformar esse processo em uma reescrita das aplicações existentes.
A questão, portanto, não era simplesmente substituir o ambiente atual.
Era encontrar uma forma de fazer as aplicações evoluírem junto com o negócio.
Conectando aplicações existentes a novas possibilidades
Nesse processo, o Grupo Solar adotou soluções da INTERON, utilizando isCOBOL para a modernização e evolução das aplicações COBOL e DBMaker como banco de dados relacional integrado ao ambiente.
A arquitetura também possibilitou ampliar a interoperabilidade com outras linguagens e plataformas, criando condições para novos projetos e integrações.
Um dos destaques da jornada foi a utilização do isCOBOL EIS (Extend Internet System) como ponte entre as aplicações COBOL e novos canais digitais.
A tecnologia permite expor a lógica das aplicações como serviços acessíveis pela web, utilizando padrões como REST, SOAP, JSON, XML e HTTP.
Na prática, isso cria uma possibilidade importante para organizações que possuem aplicações consolidadas: o mesmo conhecimento de negócio pode continuar sendo utilizado enquanto novas experiências digitais são construídas ao seu redor.
Um case apresentado pelo próprio cliente
Durante a Conference, o Grupo Solar apresentou sua experiência diretamente aos participantes, compartilhando os desafios enfrentados, as decisões tomadas e os resultados alcançados ao longo do processo de modernização.
A empresa também utilizou uma aplicação desenvolvida pelo próprio Grupo Solar para demonstrar, de maneira visual, como sua arquitetura permite disponibilizar serviços para diferentes canais e plataformas.
A demonstração ajudou a aproximar um tema normalmente associado a arquiteturas complexas de uma situação concreta de negócio.
Mais do que falar sobre modernização, a apresentação mostrou como uma aplicação corporativa existente pode continuar sendo utilizada como base para novas possibilidades tecnológicas.
Da aplicação crítica aos novos canais
Um dos resultados apresentados pela Solar foi a capacidade de suas aplicações Web, iOS e Android utilizarem o mesmo backend.
Essa arquitetura permite centralizar a manutenção e o versionamento dos serviços, ao mesmo tempo em que oferece ao time de desenvolvimento maior agilidade para criar novas rotas e integrações.
O ponto central não está apenas na tecnologia utilizada.
Está na possibilidade de preservar a lógica de negócio existente e ampliar os canais por meio dos quais ela pode ser acessada.
Essa abordagem é especialmente relevante em ambientes nos quais a continuidade operacional é um requisito fundamental.
Modernização como processo contínuo
A experiência do Grupo Solar também reforça uma característica importante da modernização de aplicações corporativas: ela não precisa ser encarada como um projeto de substituição com início e fim.
A evolução pode acontecer de forma progressiva, acompanhando as necessidades do negócio e permitindo que novas tecnologias sejam incorporadas ao ambiente existente.
No caso apresentado, a modernização permitiu ao Grupo Solar avançar em infraestrutura, dados, integração e novos canais, mantendo a lógica de negócio desenvolvida ao longo de sua história.
É uma abordagem que conecta dois pontos que muitas vezes são tratados como opostos:
a estabilidade do que já funciona e a capacidade de evoluir para o que vem pela frente.
Compartilhar experiências para acelerar a modernização
A participação do Grupo Solar na INTERON Global Conference 2026 também representa a importância do compartilhamento de experiências reais para o avanço da discussão sobre modernização de aplicações.
Cases concretos ajudam a mostrar que a evolução de ambientes críticos não precisa ser reduzida a uma escolha entre manter o legado ou substituí-lo completamente.
Existem diferentes caminhos para conectar aplicações consolidadas a novas arquiteturas, tecnologias e canais.
A experiência apresentada pela Solar demonstra justamente essa possibilidade: evoluir a aplicação, preservar o conhecimento de negócio e criar novas oportunidades para a operação.
Evolving Business Applications
Para a INTERON, modernizar aplicações empresariais significa olhar para além da tecnologia.
Significa compreender o que precisa ser preservado, identificar o que pode evoluir e construir uma arquitetura capaz de acompanhar as próximas necessidades do negócio.
A jornada do Grupo Solar é um exemplo concreto dessa perspectiva.
Porque modernizar não significa necessariamente começar de novo.
Significa criar condições para que aquilo que já sustenta o negócio continue evoluindo.
INTERON — Evolving Business Applications.